quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Bolo de cenoura

O místico

O mítico

O mefítico


O poeta

O profeta

O pateta


O ator

O autor

O algoz


O crítico

O criticado

O criminoso


O sonho

O sonso

O sogro


O Augusto

O joão

A Carolina

(Ai, a Carolina...)


E mais esse elemento externo – sei lá, talvez seja o ar – que une [todos os ingredientes em uma massa homogênea

domingo, 2 de janeiro de 2011

Importante reflexão de Ano Novo

Virada de ano é sempre época de olhar para si, fazer projeções e pensar sobre o que se foi e o que se é.

Interessante notar que essas reflexões de cada um são, até certo ponto, condicionadas pela cultura e a geografia de quem reflete. Duvido, por exemplo, que alguém em pleno frio europeu seria capaz de fazer o raciocínio que eu fiz.

No dia 1º de janeiro de 2011, eu estava em Novo Hamburgo, na grande Porto Alegre. Fazia calor. Lancei um olhar suado para mim mesmo e vi meu chinelo de dedo. Especificamente, vi aquela parte que segura o chinelo no pé e dá estabilidade. Aquela parte que fica ao lado do dedão, pregada à sola. (Quando o chinelo arrebenta, essa parte fica literalmente pregada.)

Percebi que entre o dedão e o indicador (o segundo dedo do pé também se chama indicador? Mas vai indicar o quê com o pé?!), o vão é maior do que entre os outros dedos. Pode olhar para o seu pé agora mesmo para comprovar. Se você for ser humano, claro.

A questão que me ocorreu é: será que o inventor do chinelo decidiu colocar essa parte ao lado do dedão (e não entre outros dedos) por ser esse vão naturalmente maior no pé do ser humano? Ou a escolha foi arbitrária, e o vão é maior justamente pelo nosso costume de usar chinelo?

É tipo a história do ovo e da galinha, mas pode ser que para essa questão do chinelo de dedo haja uma resposta histórica. Se você souber, por favor, diga!

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Eu

Não aspiro à perfeição

Não busco o auge absoluto

Especulo sobre o que sou e serei...

Refletindo, percebo o lógico:

sou imperfeito

(Humano, acima de tudo)

Se às vezes sou insano e problemático

é porque penso e ajo de acordo

com a ideia de humanidade

que os homens criaram


Sou único e sou comum

Sou exclusivo e sou incógnito

Sou eu e não deixo de ser aquele

Mas, para mim, continuo sendo eu

VIVO

Magnitude de ser e existir,

Viver pensar sentir

E escrever...

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Mudanças

Este blogue, não sei se você se lembra, surgiu para contar a amigos e familiares alguns episódios marcantes do meu intercâmbio na Alemanha, entre agosto de 2008 e abril de 2009. Eram relatos escritos logo após os acontecimentos, muitos deles em tom de humor (e relê-los me fez rir por umas boas duas horas esta manhã). No fim, o estilo engraçado dos textos acabou atraindo outros leitores, que não me conheciam, e que passei a conhecer através da internet.

Mas nem tudo é alegria neste mundo, e com a volta ao Brasil eu precisei dar uma nova cara ao blogue, por motivos óbvios. Decidi transformá-lo num portifólio profissional, um espaço para agrupar minhas reportagens e também para narrar pequenos bastidores da minha profissão - jornalista. Afinal, um blogue que me gerou tantas alegrias não poderia ser jogado fora de uma hora para outra.

(Sobre isso, me ocorreu outro dia o pensamento de que blogues são como bichinhos de estimação. Nós os adoramos no início, quando são fofinhos e brincalhões, mas depois vão crescendo e perdendo a graça. A diferença é que o filhote acompanhará você por pelo menos 10 anos, fazendo cocô e xixi pelos cantos, até morrer de causas naturais. Já o blogue segue você por tempo indeterminado - provavelmente você morrerá antes do blog -, e só acaba mesmo se for vítima de abandono ou maus tratos.)

Pois agora eu decidi fazer uma nova mudança, e acredito que seja para melhor. Passarei a publicar aqui também textos ficcionais, como contos, crônicas, minicontos e poemas. Resgatarei alguns textos antigos que estavam numa pastinha preta aqui em casa, pastinha essa fechada há anos. Também usarei este espaço para divulgar a minha produção literária recente, pois voltei a escrever ficção este ano (2010). O AugustFest não perderá o foco, apenas terá mais coisas. Continuarei lincando aqui minhas reportagens e outros textos, farei comentários (alguns sagazes, outros inúteis) e porventura serei engraçado.

Para marcar essa nova fase, publico aqui um pequeno metapoema sobre a vida literária. Eu o escrevi no auge dos 16 anos, quando as espinhas brotavam na cara na mesma frequência com que surgiam minhas primeiras desilusões com concursos literários (mesmo que eu tenha sido selecionado em alguns). Ei-lo.

***

Texto para concurso

Este poema pode parecer ruim, muito ruim, horrível

Na verdade, é bom, muito bom, excelente

E cumpre o seu papel mais importante:

Mínimo de cinco versos

Em espaçamento mais-que-duplo

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Os beats: autodestrutivos, porém imortais

A edição número 17 da revista Norte sai com um texto meu sobre o livro "Os beats - graphic novel". Nesse texto, eu decidi ousar um pouco e acabei fazendo uns experimentos para ressaltar o conteúdo do livro na forma da resenha. Se funciona ou não, você mesmo pode dizer. A edição está disponível online logo abaixo. Meu texto está na página 27.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

5 depoimentos sobre charges

Produzi para a revista Continuum, do Itaú Cultural, uma matéria com o depoimento de 5 chargistas brasileiros a respeito da charge no século 21. Abaixo segue breve descrição, com o link para você ler os depoimentos.

"Vinte e cinco anos após o fim da ditadura no Brasil e tendo a política em voga com o período de eleições, a Continuum propôs a cinco chargistas brasileiros a seguinte reflexão: 'Sem ditadura e sem censura, para onde se volta o chargista político hoje?'

As respostas são tão variadas quanto os perfis dos chargistas: veteranos como Ziraldo, Santiago e Luis Fernando Verissimo aparecem ao lado de João Montanaro, que aos 14 anos de idade assina a charge política do jornal Folha de S.Paulo. Também há depoimento de Elias Monteiro, chargista do jornal Diário de Santa Maria, interior do Rio Grande do Sul. Eles contam sobre o que você vai rir - ou chorar - amanhã."
[continue lendo]

domingo, 3 de outubro de 2010

PRESS RELEASE


O Brasil abre as portas para o Jornalismo em Quadrinhos

O Goethe-Institut Porto Alegre e a Feira do Livro de Porto Alegre serão o palco de um evento inédito: trata-se do I Encontro Internacional de Jornalismo em Quadrinhos. Durante os dias 28, 29 e 30 de outubro de 2010, quatro convidados nacionais e dois convidados da Alemanha estarão na capital gaúcha para debater a origem e os rumos desse novo gênero jornalístico. Haverá ainda uma mostra internacional de reportagens em quadrinhos, além da exposição "Comics, Manga & Co. - A nova cultura de quadrinhos alemães", dentre outras atividades. Algumas palestras serão transmitidas via web, ao vivo, para todo o Brasil, no blog www.cabruuum.blogspot.com. Também haverá cobertura no twitter @EIJQ.

Os convidados nacionais são: Aristides Dutra, Mestre em Jornalismo em Quadrinhos pela Universidade Federal do Rio de Janeiro; Felipe Muanis, jornalista, ilustrador e professor da Universidade Federal Fluminense; Gilmar Rodrigues, jornalista, autor do livro-reportagem “Loucas de amor em quadrinhos”, sobre mulheres que se apaixonam por serial killers; e Spacca, desenhista e escritor de quadrinhos históricos. Os convidados da Alemanha são: Atak (Prof. Georg Barber), autor de quadrinhos de vanguarda, e Jens Harder, autor de reportagens em quadrinhos.

A organização é do Goethe-Institut Porto Alegre, em parceria com a Feira do Livro. A curadoria do encontro e da exposição de reportagens é do jornalista Augusto Paim. A programação completa e o currículo dos candidatos está disponível na seção "Eventos" do site www.goethe.de/portoalegre.

O Jornalismo em Quadrinhos – também conhecido como Jornalismo Gráfico – é uma modalidade jornalística relativamente recente. O principal nome do gênero é Joe Sacco, jornalista maltês que faz livros-reportagem em quadrinhos sobre conflitos étnicos.