sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
domingo, 4 de dezembro de 2011
É bom esse Marcelo Adnet!
Como estudante de Letras, não tenho como não achar genial estas paródias do Marcelo Adnet! Pela comédia e pelo conhecimento.
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Por dentro da Maré
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Por dentro das favelas
Entre o final de julho e início de agosto, estive no Rio de Janeiro fazendo uma reportagem em quadrinhos para o site Cartoon Movement. Me acompanhou o desenhista Maumau, daqui de Porto Alegre. Durante uma semana, nós visitamos várias favelas, pacificadas ou não, em diferentes regiões da cidade. O resultado é uma reportagem de 20 páginas, dividida em duas partes. A primeira acaba de ser publicada, em inglês.
Para continuar lendo, cutuque aqui ou sobre a imagem aí em cima.
É importante salientar que não se pode conhecer a realidade da favela em uma semana. Trata-se de um cenário complexo, difícil de abarcar rapidamente, a não ser que se apele para estereótipos e leituras superficiais. De tal forma que, para poder fazer esse trabalho, eu venho acompanhando a situação das periferias cariocas faz tempo. Em 2007, fiz na Maré a reportagem "Uma jornada especial". Há pouco mais de um ano, em abril de 2010, voltei lá para escrever a reportagem "Melô da diversidade". As duas foram em prosa. Agora, para fazer em quadrinhos, o raio de apuração aumentou para dar uma ideia da situação geral das periferias do Rio de Janeiro.
Tenho um carinho especial com a favela e com as pessoas que sempre me recebem muito bem quando vou lá. É a elas que dedico esta reportagem. Espero que ela sirva para mostrar mais de perto uma realidade que a maioria das pessoas só conhece pela tevê ou pelo cinema.
Quando sair a segunda parte, divulgarei aqui.
Para continuar lendo, cutuque aqui ou sobre a imagem aí em cima.É importante salientar que não se pode conhecer a realidade da favela em uma semana. Trata-se de um cenário complexo, difícil de abarcar rapidamente, a não ser que se apele para estereótipos e leituras superficiais. De tal forma que, para poder fazer esse trabalho, eu venho acompanhando a situação das periferias cariocas faz tempo. Em 2007, fiz na Maré a reportagem "Uma jornada especial". Há pouco mais de um ano, em abril de 2010, voltei lá para escrever a reportagem "Melô da diversidade". As duas foram em prosa. Agora, para fazer em quadrinhos, o raio de apuração aumentou para dar uma ideia da situação geral das periferias do Rio de Janeiro.
Tenho um carinho especial com a favela e com as pessoas que sempre me recebem muito bem quando vou lá. É a elas que dedico esta reportagem. Espero que ela sirva para mostrar mais de perto uma realidade que a maioria das pessoas só conhece pela tevê ou pelo cinema.
Quando sair a segunda parte, divulgarei aqui.
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
O idioma alemão e a teoria literária
Há um texto bastante conhecido entre os estudantes do idioma alemão. Trata-se de The Awful German Language, de Mark Twain. Ali ele fala das suas dificuldades com a língua, dificuldades, aliás, universais.
Um dos problemas apontados por Twain como dos piores enfrentados por estudantes de alemão é a especificidade das palavras. Podemos usar um exemplo contemporâneo e largamente acessível para ilustrar essa dificuldade: o livro O leitor, de Bernard Schlink. A obra ficou famosa depois que sua versão cinematográfica rendeu o Oscar de melhor atriz a Kate Winslet (o filme foi indicado em outras quatro categorias). O título original é Der Vorleser. Em alemão, Leser é leitor, e a adição do prefixo Vor acrescenta um sentido mais preciso. Vorleser é o leitor que lê, em voz alta, para alguém. Na história de Shlink, o protagonista é um adolescente que inicia sua vida sexual com uma mulher mais velha, que lhe pede para ler livros em voz alta. Há aí o compartilhamento de duas intimidades: a da leitura e a do sexo. Nesse sentido, Vorleser é uma palavra que traz uma nuance de significado que o título em inglês (The reader) e em português não trazem.
Um dos problemas apontados por Twain como dos piores enfrentados por estudantes de alemão é a especificidade das palavras. Podemos usar um exemplo contemporâneo e largamente acessível para ilustrar essa dificuldade: o livro O leitor, de Bernard Schlink. A obra ficou famosa depois que sua versão cinematográfica rendeu o Oscar de melhor atriz a Kate Winslet (o filme foi indicado em outras quatro categorias). O título original é Der Vorleser. Em alemão, Leser é leitor, e a adição do prefixo Vor acrescenta um sentido mais preciso. Vorleser é o leitor que lê, em voz alta, para alguém. Na história de Shlink, o protagonista é um adolescente que inicia sua vida sexual com uma mulher mais velha, que lhe pede para ler livros em voz alta. Há aí o compartilhamento de duas intimidades: a da leitura e a do sexo. Nesse sentido, Vorleser é uma palavra que traz uma nuance de significado que o título em inglês (The reader) e em português não trazem.
O idioma alemão contém muitos casos como esse, casos que assustam os alunos. No entanto, neste final de semana fui surpreendido por um exemplo oposto, e por isso mesmo raro. Refiro-me a uma palavra que designa ao mesmo tempo coisas diferentes. Foi o que constatei ao ler o texto O narrador, de Walter Benjamin. Já no início da leitura, soou estranho o uso dado por Benjamin à palavra narrador. Cotejei com o original: Der Erzähler. De fato, essa palavra designa o que em português chamamos de narrador, ou seja, uma figura criada pelo texto e que só existe no texto; aquela voz que narra a história e que determina o distanciamento com que acompanharemos os fatos relatados (geralmente falamos em narrador em primeira ou terceira pessoa, em narrador autodiegético, homodiegético ou heterodiegético). Acontece que o infinitivo erzählen é também bastante usado no dia-a-dia como “contar” (to tell). Alguém pode dizer: ich erzähle dir etwas, ou seja, “eu vou te contar algo”. Nesse caso, der Erzähler é a pessoa de carne e osso que conta algo para alguém, e não a figura do narrador. Para não restar dúvidas, perguntei a alguém cujo idioma materno é o alemão: “como se diz ‘contador de histórias’?”. Resposta: der Erzähler.
A leitura do texto de Benjamin deixa claro. Ele se refere aí a um contador de histórias, à função de se contar histórias, e não ao narrador dos textos. Tanto que Nicolai Leskow é chamado de “narrador” na versão em português. E é um consenso da teoria literária que narrador e autor (e mesmo autor e escritor) não se confundem.
O idioma alemão é bastante usado na filosofia e nos estudos literários. Por isso é importante ter cuidado. Um prefixo ou uma declinação pode mudar tudo. Ou, no caso do texto de Benjamin, a ausência de distinção pode transformar um texto gostoso de ler em mais um exemplo do terrível idioma alemão.
Links:
The Awful German Language (das páginas 9 a 33)
O leitor (trailer oficial)
Der Erzähler (original em alemão)
domingo, 21 de agosto de 2011
Podcast sobre Jornalismo em Quadrinhos
Participei de um podcast sobre Jornalismo em Quadrinhos no site Nonada. A gravação durou em torno de 24 minutos. Falei sobre a divulgação desse campo de estudos e sobre o meu processo atuando como HQ-Repórter. Ficou muito bacana. Segue abaixo para quem quiser ouvir.
PodNonada04
PodNonada04
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Michael Jackson na laje
Quando Michael Jackson e Spike Lee gravaram o clipe abaixo, a favela da Santa Marta, no Rio de Janeiro, ainda não era pacificada. Tirei o chapéu pra dupla.
Se quiser conhecer os bastidores da filmagem, clique aqui.
Se quiser conhecer os bastidores da filmagem, clique aqui.
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